segunda-feira, 25 de abril de 2016

Após uma década, “Fenômeno do Rio Buriticupu” ainda é mistério…

Por Isaías Neres Aguiar  
(Acadêmico do curso de Licenciatura em Biologia no IFMA, campus/Buriticupu/MA)
Rio BuritiEmbora já tenha passado uma década, o fenômeno ocorrido na madrugada de 13 de abril de 2006 no Rio Buriticupu ainda é um mistério.
Naquela ocasião, durante fortes chuvas e ventos, moradores ribeirinhos e até muitos outros moradores da cidade de Buriticupu/MA, ouviram um enorme estrondo. Segundo depoimentos de várias testemunhas, que foram entrevistadas no dia seguinte, o estrondo teria sido na direção Rio Buriticupu, no interior das propriedades do médico Júlio Donizete.
Ao amanhecer, os moradores daquelas adjacências notaram que algo estranho havia ocorrido, pois, parte da vegetação do leito do rio havia sumido misteriosamente, numa extensão de aproximadamente 1.800 km. Até então todo aquele espaço era coberto por Montrichardia linifera (vegetação conhecida popularmente por aninga, da família Araceae).
Das nascentes do citado no município de Amarante do Maranhão, até o desaguar no rio Pindaré, totalizando 168 km, apenas esses dois quilômetros são navegáveis. O local se tornou atraente e temeroso. Enquanto alguns dos moradores ficaram assustados, alguns até abandonando suas moradias, outras centenas de curiosos se deslocavam para aquela região para confirmar o que de fato havia acontecido. No entanto, até hoje, poucos são os que se aventuram a entrar naquelas águas escuras, misteriosas e temíveis.
Uma semana depois do evento o professor, médico e antropólogo, Dr. István Van Deursen Varga, da Universidade Federal do Maranhão, fez uma visita ao local do ocorrido. Ele ficou impressionado com a situação em que ficou rio, e afirmou nunca ter visto nada igual.
Na mesma época o batalhão de bombeiros de São Luis enviou uma equipe formada por três soldados, um cabo e um sargento, os quais realizaram pesquisas no rio para tentar entender o evento, e esclarecer o fato ocorrido. Eles mergulharam durante três horas em 12 pontos. Mas através de um relatório informaram apenas a profundidade do rio que varia entre 4 a 8 metros, a confirmação da existência de peixes e que a vegetação estava cortada numa altura uniforme de aproximadamente 40 centímetros e que a mesma não estava no fundo do rio. Essa vegetação é uma planta que cresce na água, em solos cobertos (ou em solos saturados) com água, é também uma planta muito resistente e difícil de ser arrancada. Chega a medir entre quatro e seis metros de altura, com folhas que variam de 45 a 66 centímetros de comprimento e 35 a 63 centímetros de largura.
Por fim, depois de 10 anos do ocorrido, e após analises de vários profissionais, como: geólogos, biólogos, geógrafos, antropólogo, dentre outros, não se tem conclusões definitivas sobre o caso. Dentre as possíveis causas do evento, a mais comum é que teria sido uma forte enxurrada. Mas as imagens fotográficas feitas um mês após a ocorrência sugerem ter sido outra causa.
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